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O que procura?

População: 278 Habitantes

Distância à sede de Concelho: 15 Kms

Área: 1.407 Ha

Orago: S. João Batista

 

 

Notas Históricas

T

em-se como certo que o nome de “Rabaçal” provenha, como sucede com outras localidades com idêntica denominação, do facto de, nas suas cercanias existir um ribeiro onde haveria muitas rabaças (planta umbelífera, lat. rapatia). Há sinais de muita antiguidade na freguesia. Aqui se podem encontrar ainda troços da estrada romana que seguia para o Pocinho e daí para Chaves e Astorga.

Era curato de apresentação do Abade de Santiago de Marialva. Por orago tem S. Paulo Apóstolo e, no século XVIII, segundo indicação de D. Joaquim de Azevedo, fidalgo Capelão da Casa Real e Abade de Cedovim, para além de duas capelas particulares, havia, fora do povo, capelas das invocações de São sebastião e Nossa Senhora dos Prazeres. A localidade era já, nessa altura, relativamente populosa, pois contava 128 fogos e 316 almas. Tenha-se em conta que em 1900 a freguesia tinha 592 almas, atingindo o seu pico mais alto em 1940 com 772 habitantes. Partindo deste número e até 1981, o Rabaçal perdeu 39% da sua população, uma vez que então, tendo 472 habitantes, poucos mais tinha do que em 1708 (com 408).

O Século XVIII, na sequência da prosperidade geral do País, foi determinante quanto ao desenvolvimento da freguesia do Rabaçal. É desse período a vistosa Igreja Matriz, de estilo rocoó e de fachada voltada a poente. Como elementos do referido estilo, no templo apresentam-se a torre sineira, terminada por uma cúpula bulbosa, à maneira da Europa Central e Oriental, aqui talhada com o duro granito da região. Entre as várias e numerosas peças artísticas, a Igreja possui duas belas cruzes processionais.

Desse período são também os dois solares existente na freguesia, ambos da Família Sampaio e Melo.

Um deles, conhecido como a Casa do Redondo, ou Casa Grande, na Quinta da Bacelada, adoçada á povoação, é hoje pertença de D. Arminda Sampaio e Melo e do médico, seu marido, Dr. Eurico Inocêncio. Foi restaurado e encontra-se adaptado para exploração turística, na modalidade de agro-turismo. Com este empreendimento tem sido possível realizar no Rabaçal algumas interessantes iniciativas de ordem cultural, trazendo pessoas que, repousando uns dias no ambiente local, ficam a conhecer melhor a região, saboreiam a gastronomia e beneficiam da alegria dos costumes e das tradições das gentes locais. O tecto de uma sala da Casa do Redondo ostenta pinturas em madeira representando quatro continentes: Europa, Ásia, África e América.

O outro solar é conhecido por Solar do Morgado. O Morgado, segundo conta o autor de “O Concelho de Meda – 1838-1999”, Dr. Jorge de Lima Saraiva, a pag. 181 da sua obra, anos depois da construção desta casa, decidiu construir a Casa Grande, para onde foi viver, deixando na primeira as irmãs solteiras. Com a revolução de Abril, este solar, que já vinha a degradar-se, entrou em quase ruína. A Família fez dele doação à Diocese de Lamego que não lhe deu, até agora, nenhuma finalidade. Junto ao solar encontra-se uma capela, dedicada a Sant’ Ana, totalmente arruinada.

As habitações tradicionais, de forma geométrica simples, são de pedra, com poucas aberturas para o exterior. Ajustam-se à topologia local e algumas possuem pequenas escadas de acesso ao piso principal, uma vez que o piso inferior era, no passado, destinado á recolha de animais. Quem quiser apreciar casas típicas deste extremo da Beira Alta encontra na localidade muitas e variadas moradias que são verdadeiros modelos.

Localização

freg-rabacal

 

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