Luta biológica contra a vespa das galhas do castanheiro

Os técnicos do Gabinete Florestal da Câmara Municipal de Mêda continuam a realizar largadas do parasitoide Torymus sinensis nos soutos do concelho. As largadas estão a ser programadas de forma escalonada, tendo em conta a altitude e a exposição solar dos soutos, fatores que influenciam o desenvolvimento vegetativo do castanheiro.

A luta biológica é o método mais eficaz de combate à vespa das galhas do castanheiro. Consiste na largada do parasitoide Torymus sinensis  nos soutos (são pequenas moscas que se alimentam das larvas da vespa das galhas do castanheiro, contribuindo assim para o extermínio da vespa. Por isso, o referido parasitoide pode ser designado de “inseto bom”).

Nas largadas realizadas hoje estiveram presentes, para além de vários agricultores produtores de castanha, o Presidente da Câmara Municipal de Mêda, o Prof. José Gomes Laranjo da RefCast (Associação Portuguesa da Castanha) e técnicos da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Centro e de organizações de agricultores. Os técnicos alertaram para a importância de os agricultores adotarem práticas culturais que favoreçam a instalação do parasitoide nos soutos e facilite a sua reprodução no nosso clima. Uma vez instalado, o parasitóide pode dispersar-se numa distância de 5-8 km por ano,  para “tratar” novos castanheiros.

Foi realçado pelo Prof. José Laranjo a importância de se adotar os seguintes procedimentos que favorecem a luta biológica contra a vespa das galhas do castanheiro: não deve ser cortada a erva dos soutos até meados de junho porque o inseto parasitoide alimenta-se nessas ervas. Referiu também a importância de não serem destruídas as galhas do castanheiro porque o  parasitoide aloja-se nestas galhas, quer nas de cor verde que aparecem na primavera, quer nas galhas secas que se observam no inverno (se podar, a lenha fina da poda deve ficar nos soutos).

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